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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Quem fala assim não é magra...


Hoje fiquei com azia e ou é disto ou é a da cinta...



As magrinhas e as outras…
Venho aqui, à laia de escritora de renome de pequeno porte, falar sobre aquele grupo de mulheres a que chamamos de magrinhas. As magrinhas são um tipo de mulher fácil de identificar e em regra podem ser encontradas atrás da porta da cozinha, ups… desculpem, isso é a tábua de engomar.
Este tipo de mulheres cresceu com um enorme complexo por não ser popular no liceu.
Em regra eram relegadas para último plano porque, enquanto todas as gordinhas davam já sinais de que seriam mulheres, estas continuavam tão “prancha” como aos 8 anos …e não existe um único adolescente no mundo que não aprecie um par de mamas em crescimento.
Como já de si são muito magras não necessitam de chegar a velhas para ostentarem um aspecto cadavérico e é isso ou gastar 3 cartões de crédito, que pagam com outros tantos, para encher as rugas com botox (…todos sabemos que as gordinhas têm um espécie de botox natural que lhes enche os sulcos da cara e lhes imprime um aspecto saudável).
O único reduto das magrinhas é a classe. E, porque é exactamente a única coisa que lhes resta, não lhes é permitido fazer nada que contrarie esse estatuto. Ser magrinha e não ter classe é não ter absolutamente nada. A Margarida engana bem, mas não tem nem uma nem outra…Por isso, querida, não lhe sugiro que arranje um namorado (mas se o fizer fique com aqueles dos sapatos de berloques que nós não gostamos desses) e nem que faça uma dieta (embora devesse) mas antes que continue a gastar a sua energia e “talento” a preencher o imaginário das magrinhas, que como fodem pouco têm tempo e apetência para romances do género.

PS- E como a minha classe é inversamente proporcional ao meu peso, termino com uma citação célebre “As pessoas tendem a chamar-me gorda não sei porquê… Eu não sei se vocês perceberam que quanto mais vocês me chamam gorda mais fome me dão! (…) As vezes as pessoas criticam-me tanto que eu apetece-me chorar e comer bolachas. E estou de dieta!” by Katyazinha.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Nothing you can do...

Tenho andado deprimida com a constatação de que existem coisas que aparentam depender de nós mas que na prática nos são interditas.


sexta-feira, 30 de julho de 2010

Manual de instruções do gajedo – parte 2

*à conta do último post lembrei-me deste, já anteriormente publicado.




Gaja que é gaja sente sempre necessidade de encerrar as coisas na sua vida. Temos armários e, dentro dos armários, gavetas e, ainda, dentro das gavetas, caixinhas. Tendemos a organizar os pensamentos, situações, pessoas, relações, como se de um guarda-fatos se tratasse, como um perfeito walking closet.

E isto significa que, se existir alguma situação incompreendida, ela irá necessariamente gerar caos e pronto, fica tudo desarrumado e gaja que é gaja não consegue lidar com o caos de forma comedida.

Depois os meninos queixam-se, esperneiam e maldizem um pseudo criador.

Se dizem que é tudo lindo, admirável e no dia seguinte desaparecem a gaja vai pensar em todas as hipóteses, incluído mortes com requintes de malvadez e abduções nocturnas (que incluem cópula forçada com seres esguios com três dedos em cada mão e um olho no meio da testa), mas nunca a hipótese provável de que não querem, porque não querem, falar com elas. É mais fácil uma gaja achar que vocês perderam o telemóvel a achar que não lhe querem falar. Aliás, até é mais fácil começar a ligar para todos os hospitais e morgues do que se ficar pela teoria, acertada, de que, muito simplesmente, foram parar a outra freguesia.

Por isso mintam se necessário for, e se sentirem necessidade de imprimir alguma misericórdia ao acto, teorizem para além das vossas forças, aldrabem ou confessem-se, mesmo que faça dói dói. Mas nunca, por nunca, fujam ou deixem em aberto situações sob pena de receberem uma visita de uma qualquer Glenn Close, a menos que gostem de pratos de coelho.



Sejam cruéis, mas expliquem-se. Não nos tentem imitar com tiradas duais e pensamentos profundos onde cabe tudo e mais alguma coisa. Mentalizem-se…Gaja que é gaja não descansa enquanto não entender o que se passou, e de caminho irá infernizar-vos a existência.

Mas mais, peço-vos que o façam também por um pequeno motivo...porque me ajudam a não ter que dizer coisas medonhas a quem se encontra em construção de teses e a quem se pergunta coisas tão espatafúrduas como " o que é que ele quis dizer com o "desaparece!"...